Só fiquei aqui por um delírio e uma fé cega, mas agora estou começando a me questionar. E se esse universo infinito tiver fim, e se já acabou? Acho que ficarei aqui até que o último sol morra.
E ouvindo toda essa sinfonia se acabando como uma guerra perdida; ainda não sei onde estou, se sou eu um projétil desperdiçado ou o motivo disso. E mesmo depois que todos os corpos se decomponham ainda estarei me perguntando a mesma coisa.
E onde está você? Ainda se esconde embaixo do seu cobertor? Somos dois tolos: uma criança medrosa e uma sem face. Talvez ainda não criança, mas continuo no mesmo erro.
Procuro algo em você, isso porque você é nada parecido com ele; você só se parece com você. Mas ainda sinto falta dele, deles; mesmo que nunca diga. Tenho medo que você também se vá, porque sua ausência é a mais insuportável. E pior que tudo isso seria apenas as sombras de um tempo atrás afastarem toda a luz que você traz.
Do mesmo jeito que não consigo matar isso, também não posso pedir que você as mate para mim. Então o que eu faço? Se não consigo andar presa a correntes e com você me lembrando disso o tempo todo...
E assistindo essas perfeições, é como se as paredes me xingassem gritando. Pois todo mundo parece-me tão mais bonito. Olho meu rosto e só vejo um espelho, espero um dia ser parecida comigo mesma, seja lá o que isso quer dizer.
Quanto mais o amo, mais difícil é. Só me diga que estamos vivendo apenas o presente e volte a me proteger em seus braços. Feche os olhos e veja como sou hoje.
Pois mesmo que tudo se desfaça, ou que tudo já tenha se acabado, ainda que as guerras sejam um projétil desperdiçado, ainda estarei aqui com você.
Nenhum comentário:
Postar um comentário