Eu tive um sonho com ovelhas, duas igualmente diferentes. Como duas estrelas muito próximas, eu deveria matar uma antes que fosse tarde. Qual você escolheria?
Eu queria amá-lo como achei que amava, mas ele é só um fantasma de uma memória falsa. E cada dia que eu passo com ele tenho que apagar um pouco de mim. Por que você não morre?
Ele é como aquele monstro que você não pode fugir, daqueles que você implora para que alguém quebre todos as tuas morais e dê um fim nele, pois você não tem coragem suficiente.
Mas para onde eu iria? Quem é capaz de amar um troço desse? Quem abriria a porta da sua casa para um verme sujo de sangue?
Sua monotonia me mata! São essas paredes brancas estúpidas, estão me enlouquecendo. Eu não posso passar o resto da minha vida numa jaula brincando de ser sua marionete! E você nem se importa; qual a última vez que esteve aqui? Qual a última vez que fingiu? Eu vou embora... Antes que eu acabe voltando para casa e encontrando você e minha coleira.
Então eu provavelmente morrerei de fome e sede, talvez procure algo no lixo... Talvez alguém tão doido quanto você disse que era. Eu não posso viver sem o gosto de adrenalina, eu prefiro que você pegue aquela vassoura e me bata até não haver mais sangue para sair do meu corpo... do que me deixe aqui mais um minuto.
Eu vi um comercial de um carro, que eu não não tenho dinheiro para. Sabe como são essas propagandas... sempre jogando na sua cara algo que você nem lembrava que acha que precisa. Amanhã eu vou pegar minha bicicleta e sair.
Eu nunca vou ter aquele maldito carro caro e nem nada parecido, mas também não terei você.
Nenhum comentário:
Postar um comentário