Sou dilacerada;
Uma alma sem paz.
O tempo é entropia
Meu corpo expira na dor.
Sou errante.
Nem sei meu nome.
O medo sucumbe a ação,
E só sobra um cheiro de tristeza.
A luz fria penetra minha carne
Como quem rouba um morto.
E os corpos sem almas e as almas sem rostos
Passam por mim e não me percebem.
Minha matéria grita
Mas não provoco som.
Minha cerne perece
Mas minhas ruínas continuam sofrendo.

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