sábado, 30 de abril de 2016

Prévia II

Eu temo o amanhã
Como quem sabe que será executado.
As horas são longas e curtas.
Desansiosamente ansiosa.

Coração e garganta.
Estou ficando sem ar e oxigenada.

Estou desnorteada.
Parada num tempo que acelera
Meu corpo é jogado contra as paredes
Que são feitas com os músculos e a pele dele.

A areia da ampulheta me engole.
Meu cabelos, fiz uma corda,
Para me fazer não tocar mais o chão.

Agridoce
Frio e quente
Meu coração não bate mais.

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