Eu temo o amanhã
Como quem sabe que será executado.
As horas são longas e curtas.
Desansiosamente ansiosa.
Coração e garganta.
Estou ficando sem ar e oxigenada.
Estou desnorteada.
Parada num tempo que acelera
Meu corpo é jogado contra as paredes
Que são feitas com os músculos e a pele dele.
A areia da ampulheta me engole.
Meu cabelos, fiz uma corda,
Para me fazer não tocar mais o chão.
Agridoce
Frio e quente
Meu coração não bate mais.
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