domingo, 5 de junho de 2016

Entre vidros


Meus cabelos dançam embaixo d'água
E eu continuo caindo
A luz atrás de mim
Cada vez mais longe

Meus pulmões gritam
Desacelero
Desvaneço
Não sou mais sólida, sou solitude

Eu ainda posso ouvi-lo
Ele canta sobre uma época simples
Mas na queda não há percepção de tempo
O exílio de si

Apenas desabo
Enquanto olho você me apagar
Eu tento arranhar seu rosto
Mas você é a miragem através do vidro

Você pode me ouvir gritar?
Pode ver meu corpo tremer?
Se eu arrancar os meus olhos
Você os colocaria na estante?

Incomunicação
Eu continuo a sucumbir
Você me olha desaparecer
De dentro do seu aquario

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