Mas ao invés disso
Eu fico aqui parada
Olhando você me corromper
Continuo procurando o conforto
Nos seus espinhos venenosos
Não consigo evaporar me
As paredes do seu corpo são muito densas
Cavo me nessa solidão compartilhada
Morrendo todo dia nos seus lábios
Quando abro os olhos eu desejo ver outro rosto
Então sorrio falsamente
E os seus olhos
Tão demoníacos
Me prendem
Com cordas feitas de minhas veias
Atuo tanto que já não há personagem
Você é só uma ponte para o nada
Tire suas mãos de meu rosto
Você respira quadros de exposição
Eu sou o piano de decoração da sua sala
Você só me usa para apoiar suas xícaras de café
Eu estou esperando você me jogar pela janela
Minhas teclas farão barulho quando eu estraçalhar no chão
Até lá eu permaneço muda, sem cor e sem moção

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