Eu voltei para a casa
Fedendo a solidão
Dele eu era veniaga
Consumidor
Um exímio vinho
Num copo de bar sujo
E bêbado partiu
Para cair no chão
Maculou a rua
Seu corpo
Orgânico mecanizado
Mal sabia respirar
Ali eu arrefeci
Como animal que
Se finge de morto
Sua mãos
Tão leves
Me aprisionavam
Não quis partir
Não quis ficar
Só inexisti
No frio
Seu corpo quente
Era aconchego
Ele possuía
Cada átomo
Meu
Dele
Escrava
Eu era
Eu, então
Uma máquina
De servir
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