Está tudo morto
Na mesa do jantar
Cadáveres
Que oxidam o ar
Enxofre e ferrugem
O podre e a pedra
Nada sacia
A água foge da boca
Escorre pelos pés
Como o sangue do seu aborto
Se arranha inutilmente o nada
Tentando inutilmente impedir a queda
Que é inutilmente sem fim
Morto por dentro
Seus olhos vertem pelo nariz
Um rio que flui para o vazio
Como sua alma escusada
Nada preenche o vazio
Seco
Sufocada
Esperando num caixão
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