De um infinito de paz à um mar de perguntas. Tenho buscado fora as respostas que estão dentro, procurado a paz de espírito que perdi. Meus sorrisos estão abalados, sem motivo para surgir. Minha vida se esvai.
A cada segundo o vazio que está enraizado em mim cresce mais. E sobra tanta falta... Esses espaços vazios e sem vida um dia estiveram tão completos que faltava espaço, e os meus sorrisos escorriam da minha boca empurrados por quem ocupava tudo. Mas agora tudo se foi.
Está tudo tão errado que eu entrei em guerra com minhas emoções. Meu coração pede, eu tento satisfazê-lo com algo que não satisfaz nenhum segundo. Dentro de mim encontro coisas que nem sabia que estavam perdidas. Novos medos surgem, e com isso novos sonhos também. Está tudo uma bagunça.
Eu sei bem o que quero, só não sei conseguir. Me vejo numa ponte que está prestes a cair, dos dois lados se rompendo, me deixando sem saída. Eu não vejo a luz no fim do túnel. Mas vou me manter sóbria para não perder a oportunidade de fugir daqui.
Procuro nos outros o que não tenho em mim. Não há uma fórmula de saída no manual de instruções, lá só está escrito 'aprenda'. Talvez o erro de hoje seja para mim não errar amanhã, mas tudo o que tenho perdi ontem, não sobrou nada para depois.
Alguém me afaste de mim mesma, por favor. Não aguento mais ser acusada e ressentir as coias do passado. Ah, maldito coração, tão tolo e agora vago. Vagabundo coração e ingrata mente, não me fornecem saídas e nem motivos para ficar.
Odeio domingos, eles são vazios e falsos como a minha alma. Trai a mim mesma, com desejos inalcançáveis. Seria mais fácil se arrancasse de mim tudo o que está dentro e começasse de novo. Mas não é isso que eu quero. Quero o meu passado, meu pedaço de paraíso, meu infinito de volta. De volta ao inferno.
É tempo de se arrepender. O que vem depois? Depende só de mim?
Nenhum comentário:
Postar um comentário