Dou um passo lento. Se rumo. Sob um vagabundo teto vagabundo, quase aos pedaços, escuto um piano, quase morto. Não há mais ninguém aqui, ninguém vivo, mas os espíritos gostam de Beethoven. Vultos negros passam entre as paredes. Num cenário cinza e sem vida, goteiras pigam no ritmo dos espíritos.
Cada nota rouba um pedaço meu. Começa a dominar minha mente, e, simplesmente me esqueço da felicidade. Por dias fiquei parada, olhando o som sumir no ar. E a goteira se tornou chuva, mas tudo se esvai. O sol entra por um rasgo na cortina, mas a luz parece treva; deixou o lugar mais fúnebre quando iluminou as rachaduras.
Os quadros passaram a falar, os olhos expressivos gritam. E os gritos que surgem do outro lado da portam incomoda meus ouvidos. Beethoven é mais agradável!
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