Não sei porque faço o que fiz. Um sentimento tão infantil, carente por qualquer atenção.
"Há um psicopata dentro dessa casa, ele vai matar todos você." O que você faria? E se ele fosse você ou não? E se você soubesse quem fosse? E se não fosse ninguém?
Somos escravos de nossa personalidade.
Quebre o círculo.
O que fazer?! Eu não quero ser como eu sou.
Agora eu só quero fugir e fugir, por uma rua infinita, correndo até cair no chão sem forças. Fugindo, fugindo, fugindo de mim. Corra, maldita, corra. Foge dessa sujeira que você é.
Meu corpo estirado no chão, duas gotas de suor frio caem. Minha irmã gêmea, uma sombra, sob meu corpo. E as pessoas passam, como se eu não existisse. Alguns pisam no meu corpo, outros desviam, mas ninguém olha. Tiraram uma foto minha com a multidão cega; vão usá-la para falar sobre a falta de compaixão humana, mas ninguém atrás da câmera fez algo. O que há de errado com o meu corpo?
Eu comecei a chorar; porque você pode sangra até morrer, só vão se importar se você chorar. Chorei como uma criança, todos me olharam, me deram um palco, agora eu faço o show, todos me olham emudecidos pisando em todos os corpos vivos no chão. Eu falei de quando era um, e a compaixão humana aumento: agora olham para eles enquanto os pisoteiam ou desviam. O importante é que não sou mais parte do solo.
Queria ouvir pensamentos de homens bons e de maus. Queria saber o que falta em um e onde o outro se esconde.
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