quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Bocas cegas

  Falar uma sequencia de palavras, atuar é fácil para um mentiroso. E seguindo uma estrada que não acompanha seus desejos, suas fés.É tudo sem paixão, sem suspiros, sem dor de verdade. E tudo o que falta é rir, se pudesse rir agora, se pudesse ouvir.
  Sinta o frio da sua cova. Sinta! Grite, vadia miserável! Grite... Veja a seca de seu futuro e fogo que te aguarda na sua cova fria; foi você. Tudo acabaria com um "não". Mas segue sua trilha amaldiçoada, espiando pelos muros... Vivendo a incerteza.
  E aquelas bocas tão cegas, sempre te humilhando, você nunca será boa. E todo receio, agora arrependimento. Sorria. Sempre haverá alguém melhor, alguém que é reconhecido, e você não é. Sorria, vadia, você está quase chorando.
  De novo e de novo. - Você não desiste? Você não desiste? - E porque deveria? - É tão maior que você. O que você tem? Você não serve! Um lixo, é assim que você deve se sentir! É assim que se sentiu, todos os dias. Falsa modéstia, não se amar quando se olha no espelho e achar que ninguém poderia amar também.
  Mas toda manhã você acha que vai ser diferente, você acorda sorrindo, achando que tudo irá mudar, e que poderá sorrir por todo o dia. Mas você não ri. E torce para que um milagre aconteça. Porque talvez hoje...
  Um sonho, inalcançável talvez. Mas é o que te afasta da cova, é a paz para seu espírito inquieto. Acordou hoje, mas não o corpo e nem a alma. Foi dormir tão triste, tão sozinha. Aí se lembrou que risadas não confortariam agora, desejou um ombro quente e dois braços, porém dormiu sozinha, com um nó na garganta e uma consciência insatisfeita. Mas acordou sorrindo. Talvez hoje...

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