Como gatos procurando movimento, nós seguíamos, tão imortais, perto daquele corpo que recriava o universo e a vida. E nada é impossível. Escreverão odes à ele, o deixarão tomar o mundo, nos escravizou pelo movimento. Somos pequenas poeiras orbitando-o.
Remetia-nos a um quadro jamais pintado, era a voz das paredes, era o som das flores que caiam num caminho remanso. Terno, eterno. Nos roubava os olhos e a existência. Era olhar o infinito pela fechadura, de uma porta que jamais passaria. Nosso corpo apenas um corpo.
Ele abraçou-nos e soltou-nos, era um pássaro, e de repente um prisioneiro. Ele... ele voou, tão alto e caiu. Ergueu-se. Olhou para uma realidade oposto e voou novamente. Largou-nos, abraçou-nos. Eramos tudo e nada, eramos o vento, eramos o seu elmo, eramos...
E foi embora, como uma luz que se apaga e não se despede. Andando, voou pela última vez. Ele esvaiu, como se não fosse perfeito, como se não fosse nossa alma, não voltou para os aplausos. Agora o supremo, apenas uma memória gasta.
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