sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Monólogo

  Em vícios e vícios. Embebedei-me mais uma vez hoje. Fiquei vendo as coisas mudarem, as crianças crescerem, mas eu continuei observando. A depressão que a má fé me trouxe, oh, tão latejante, o tempo todo. Uma vontade de gritar, mas o corpo não respondia. Eu aceito, estava invejando todo mundo.
  Eu queria um pouco de cada um, mas só tinha um pouco de mim mesma. E a culpa disso é só minha. Infeliz.
  Com as calças manchadas e o sentimento de que não deveria ter saído da cama. Todo o tempo. Eu me sinto tão só o tempo todo, todo mundo é tão vazio quanto eu. Perdida na imaginação, continuo... Eu não ouço nada além de meus pensamentos. Tenho que me esforçar para entender os bom dias que dão-me, mas não lembro-me de ouvir nenhum.
  As horas tão mesquinhas passaram rapidamente. Acho que são 3 horas da tarde, ou da manhã, talvez dia 14, não me lembro se quinta ou terça. Todos os dias são iguais, menos os domingo; há algo de mais triste nos domingos.
  Uma incessante culpa, eu poderia ser melhor, mas tudo é tão maior. Me sinto tão... só, novamente.
  Um sorriso morto, em membros sem vidas e suas críticas só me matam. Poderia sorrir para mim? Todo tempo e todo espaço, nada de bom você me disse. Acho que tenho dois superegos odiáveis. Eles estão errados, todo mundo está.

  Eu me sentiria melhor sendo morta por alienígenas, hoje. Pensei nisso enquanto falavam comigo sobre mim ou outro assunto. Era um bom texto, que eu não li, ninguém leu, e ela vai morrer junto com seu livro. Mas quem era ela?
   Uns tão promíscuos que me dão nojo, outros também, mas só quando ninguém está olhando. Prostitutas e prostitutos numa vida, por todo o tempo. E em meio ao redemoinho, meu corpo estável e impuro rodeado de erros e prostituições. Lancei-me no mar, mas ele não me molhava. Não sinto mais frio ou calor, não sinto meus pés tocando o inferno.

  Queria ter tanto quanto alguns e tão pouco quando diversos outros alguns. Queria ser um pouco de todo mundo, queria ser qualquer outro alguém, menos algumas pessoas, não gosto de algumas pessoas.
  Me sinto tão velha e doentia, e nem cheguei aos 20. E quando chegar aos 60, me sentirei tão... morta. Eu só quero chorar, até lavar o passado todo. E continuar a choras até matar todo o meu corpo e ser apenas umas criança que não tem nem mais que poucos anos de erros.

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