Dos meus maiores trunfos
Você fez seus tapetes
Que limpa os seus pés sagrados
Imaculados e perfeitos
Você me vê como a sua
Boneca quebrada
Rabiscada e imunda
Que já não pode mais brincar
Te sirvo como escudo
Alvo de seus tiros
Objeto de ridicularização
E sua muleta reservada
E quando vejo
Minha liberdade
Diz que me dará correntes
Que precisa de um corpo
Para se apoiar e esmagar
Nos dias de amanhã
Cada abraço negado
Cada afeto negligenciado
Você me sufoca
Num mar de ausência
E de tudo,
O que mais me dói
É que a cada vez que me olho
Eu vejo você
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