Ele me olhou gentilmente e inclinou a cabeça.
Acho que não conhecia muitas pessoas como eu.
Disse-me que beleza é assimetria,
Assimétrico como meus anéis.
Olhou-me profundamente.
Estava me ensinando algo.
Ele quer me tornar o melhor que posso ser.
Não posso decpcioná-lo.
Sua boca sabia o que dizia.
Era como se só falasse poesia simétrica.
Meus olhos, porém, eram tortos.
Uso ferro nos dentes para me consertar.
Ele me tocou com afeto.
E eu não soube retribuir.
Eu o amo, mais do que deveria.
Ao mesmo tempo o temo.
Me abraçou gentilmente e me largou.
Ali se despediu e talvez não mais o visse.
Talvez nos encontremos amanhã.
Quando eu chegar em casa ele não vai estar lá.
E seria demasiado chamá-lo de pai.
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