sábado, 29 de outubro de 2016

Olhos secos

Deixou-me imortalizá-lo
Com meus dedos bêbados
Dançando por suas costas e cabelos
Como se nada fosse efêmero, nem mesmo nós.

Seus olhos me aprisionavam
Como se eu fosse única
Como se eu fosse magia
E eu sorri

Meus dentes na sua pele
O gosto do tempo morto
Ausência de queda
Ânsia

Meus sonhos num pingente de colar
Que queimavam como fogos de artifício
Enquanto todos dançavam na sala de jantar
Eu só queria ser sua

Como areia entre os dedos
Ele escorre
Para o ralo
A água ungiu minha cabeça, morri sufocada

O elo quebrado
Para sempre
O nunca é muito tempo
E choveu





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